Metodologia

Uma melhoria, a funcionar em noventa dias.

FAROL é a forma como entregamos. Assenta numa convicção única: não se pede a ninguém que acredite num programa de cinco anos. Mostra-se-lhe uma coisa a funcionar, dentro de um ciclo orçamental, operada pela sua própria gente.

FAROL — o farol.

O método tem o nome da sua segunda fase. Uma melhoria, acesa, visível à distância, a mostrar ao resto da organização por onde passa o canal.

Foi construído a partir de programas de digitalização do setor público — o que os fez funcionar no Ruanda, na Estónia e em Cabo Verde e, estudado com o mesmo cuidado, o que os fez falhar noutros sítios. Aplica-se onde quer que o processo seja regulado e os números tenham de resistir a escrutínio, e é por isso que hoje corre também em operações privadas.

90dias

Uma melhoria, a funcionar

3semanas

Diagnóstico a preço fixo

50%corte

Passos eliminados antes do código

4gates

Kill criteria ao dia zero

Os cinco princípios

Cinco compromissos a que o trabalho obedece.

Qualquer escolha que viole um princípio escala ao patrocinador com uma alternativa em cima da mesa. Não há exceções silenciosas.

  • Foco no resultado

    Cada fase começa com uma métrica-alvo, nunca com uma lista de requisitos.

  • Apagar antes de digitalizar

    O processo corta-se primeiro. Digitalizar doze passos é apenas automatizar o desperdício.

  • Ritmo de noventa dias

    Nenhuma fase demora mais de noventa dias a entregar valor que alguém consiga ver.

  • Operação local desde o dia 1

    A vossa equipa opera desde o início. A transferência é o método, não uma fase final.

  • Lastro de evidência

    Cada fase produz prova mensurável que financia e justifica a seguinte.

As quatro fases

Cada fase responde a uma pergunta e termina num gate.

  • F0 3 semanas

    Raio-X

    Onde está o dinheiro e onde está a dor?

    Gate

    Caso de negócio aprovado pelo patrocinador.

  • F1 90 dias

    Farol

    Conseguimos entregar valor que o utilizador veja?

    Gate

    Métricas-alvo atingidas — ou o programa para.

  • F2 6–12 meses

    Fundação

    A organização aguenta escala sozinha?

    Gate

    Três serviços a operar sem equipa externa.

  • F3 contínuo

    Fábrica

    A máquina replica-se sozinha?

    Gate

    Pipeline gerido pela vossa equipa, sem apoio.

Sem gate, não há fase.

Cada fase tem um gate de saída e kill criteria fixados ao dia zero, e não negociados ao dia oitenta e nove. Se as metas dos noventa dias não forem atingidas, o programa para ou pivota — abertamente.

Isto não é uma ressalva escondida num contrato. É a proposta. Um programa de cinco anos pede ao cliente que carregue o risco de estar errado durante cinco anos; este resolve a questão em noventa dias, e o risco da resposta é nosso.

A governação é deliberadamente pequena.

Um patrocinador com poder real. Uma equipa de entrega de sete pessoas ou menos, com reporte direto. Quarenta e cinco minutos por semana: métricas, bloqueios, decisões. Cada decisão fica escrita, e uma decisão bloqueada escala em quarenta e oito horas. Sem comités permanentes.

O que os gates medem

Quatro resultados, acordados antes de o trabalho começar.

Uma plataforma que ninguém abre é uma rubrica de custo. Cada projeto é avaliado por estes quatro, e a forma de medir cada um fica decidida antes de começar — não se discute no gate.

  • Inovação

    Ferramentas digitais, dados abertos e desenho centrado no utilizador aplicados ao modo como a organização realmente funciona — incluindo as partes que continuam em papel porque ninguém perguntou.

    • Interfaces desenhadas com quem as usa todos os dias
    • Perguntas respondidas com os dados existentes antes de se recolherem novos
    • Formatos abertos, para que o próximo fornecedor herde um sistema e não um refém
  • Eficiência

    Sistemas que processam, automatizam e validam. A medida não é o quão moderna parece a tecnologia — é quantas horas por trimestre a vossa equipa deixa de gastar em reconciliação.

    • Submissões validadas à chegada e não no fecho do ano
    • Uma única fonte de registo partilhada entre departamentos
    • Reintrodução manual de dados eliminada do ciclo de reporte
  • Previsão

    Modelação e projeção que mostram a forma de uma decisão antes de o dinheiro estar comprometido com ela — e o intervalo em torno dela, não apenas a linha central.

    • Cenários executados em minutos em vez de semanas
    • Planos mantidos atuais entre ciclos orçamentais
    • Intervalos publicados ao lado do cenário central
  • Clareza

    Avaliação da qualidade dos dados, monitorização e reporte. Um número está terminado quando quem o apresenta consegue dizer de onde veio sem sair da sala.

    • Qualidade dos dados medida e visível, nunca presumida
    • Cada número rastreável até ao registo que lhe deu origem
    • Reporte que uma administração consegue ler sem briefing prévio

Estudado, não improvisado

Construído sobre programas que resultaram — e sobre os que custaram milhares de milhões.

Foram lidos de perto programas nacionais de digitalização em dez países, incluindo os fracassos, que ensinaram mais do que os êxitos. O que sobreviveu a essa leitura tornou-se regra a que nos sujeitamos em cada projeto.

  • Ruanda
  • Estónia
  • Quénia
  • Ucrânia
  • Reino Unido
  • Canadá
  • Austrália
  • Países Baixos
  • Índia
  • Togo

Comece por três semanas.

A F0 é um diagnóstico de três semanas a preço fixo: caso quantificado, prioridade escolhida e plano de noventa dias pronto para decisão. Vê como trabalhamos antes de se comprometer com um programa.

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